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sábado, 23 de fevereiro de 2013

Casas de Vidro pelo Mundo

O uso do vidro me encanta, em qualquer local, de qualquer maneira, tendo este pensamento vamos conhecer um pouco mais sobre as casas de vidro pelo mundo .
A primeira casa de vidro do Pais foi da Arquiteta Lina Bo Bardi, por volta dos anos 50, construção imponente com fachadas de cristal e piso de pastilhas de vidro. Primeira casa construída no bairro do Morumbi, o local é hoje uma reserva tombada com 8 mil metros quadrados de Mata Atlântica.

Esta abaixo é uma das mais impressionantes e leva bem ao pé da letra quando falamos sobre vidro, esta casa já existe, foi a primeira casa de vidro feita. Ela fica em uma ilha não sitada por segurança do proprietário cuja é o maior fornecedor de vidros do mundo! 

A próxima fica na Holanda em Amsterdã, sendo projetada para aproveitar ao máximo a luz solar. Lá os invernos são rigorosos e toda e qualquer luz solar já ajuda.

Esta ao meu ver, é uma das mais impressionantes, pois a casa em si desliza, Em Suffolk, na Inglaterra, existe uma casa com 6 motores que silenciosamente deslizam o exterior da casa deixando apenas uma armação de vidro e aço a mostra. As baterias que são utilizadas para abrir e fechar a parte externa da casa são recarregadas durante o dia, utilizando a energia solar. O processo de abrir ou fechar a casa leva cerca de 6 minutos.


Beleza e arrojo não faltam a este edifício, o qual testemunha que a imaginação daqueles que sobre uma prancha concebem o mundo não tem limites, É na localidade alemã de Bad Driburg, Com uma área total de 1200m2, no Leonardo Glass Cube.
Casa de vidro com características sustentáveis? House R 128, de Werner Sobek Arquitetos, traz o melhor de dois mundos para a mesa. A estrutura de quatro apartamentos em Stuttgart, na Alemanha, é um moderno edifício de vidro cujas janelas da frente, de vidros triplos, inundam luz natural através de um filtro em todos os quartos. A casa tem painéis solares que alimentam os cômodos quando o sol se põe. Suas propriedades sustentáveis são impressionantes, como a energia geotérmica para refrigeração. Construção modular moderna, com piso e fachada de madeira, permite fácil montagem e desconstrução. É completamente reutilizável e reciclável. Uma ponte sobre a cozinha e sala de jantar dá mais um toque moderno ao projeto. O estilo minimalista, sem paredes interiores e com obras modernas, cria áreas abertas incríveis.
Uma casa incrível, com duas varandas, projetadas por Bassam El-Okeily, do Egito. Além ter uma aparência legal durante o dia, à noite luzes suaves transformam a casa em uma instalação de arte.
A Dune House fica ao sul da pitoresca aldeia de Thorpeness, em Suffolk, Inglaterra, em um local idílico bem na borda do mar, situada entre dunas. Você pode sair da sala de estar diretamente para a praia e desfrutar de extraordinárias vistas panorâmicas a partir dos terraços, quartos e banheiros no piso superior. A Living Architecture convidou uma das empresas mais renomadas da Noruega, Jarmund / Vigsnæs Arquitetos, para criar a casa. JVA, como são conhecidos, fizeram o seu nome construindo uma série de casas em Oslo e seus arredores, e entenderam intimamente a necessidade de equilibrar as vantagens da modernidade com as virtudes tradicionais do conforto.
Um dos lugares mais agradáveis para passear em Seul é o Palácio Changgyeonggung, um dos cinco principais palácios da Coréia. A estufa do Jardim Botânico Changgyeonggung foi construída em 1907. O edifício foi projetado por Hayato Fukuba, que estava no comando do Jardim Imperial Shinjuku, em Tóquio, e construído por uma empresa francesa. A estufa ainda contém flora rara, incluindo plantas tropicais, e era um símbolo da Era Vitoriana, da Revolução Industrial e do poderio tecnológico, econômico e cultural do Império Britânico. O pai da estufa foi Joseph Paxton, jardineiro do século 19 e arquiteto cuja obra-prima foi o Palácio de Cristal da Grande Exposição de 1851.
Um dos mais exclusivos destinos de férias do sul da Alemanha – o Lago de Starnberg, ao sul de Munique, na Bavária – é o local desta residência que pertence e foi desenhada pela arquiteta e designer Susanne Nobis para sua família, composta de quatro pessoas. Boa parte das propriedades construídas à margem do lago se assemelha a garagens de barcos. Susanne decidiu manter esse padrão, mas com detalhes que tornam sua casa um verdadeiro refúgio no meio da floresta.



E você teria coragem de morar em uma casa totalmente sem privacidade, mas com benefícios que só o vidro trás, como melhor temperatura em caso de lugares frios, claridade, leveza e elegância?



sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Arquitetura pura : Studio Arthur Casas - Arquitetos Brasileiros

Hoje vamos falar um pouco mais de um assunto que amo Pura Arquitetura, Afinal é isso que Amo!
Os Programas "Casa Brasileira" , são especiais sobre Arquitetura e o modo Brasileiro de se viver e morar, com participações especiais dos melhores arquitetos do Brasil, cada episódio são explicados os Arquitetos e as casas de famosos clientes. Para quem gosta de uma boa arquitetura e decoração o programa é incrível .
Há algum tempo peguei o hábito bom de assistir um programa na GNT - Casa Brasileira, além de projetos maravilhosos você acaba conhecendo um pouco mais de arquitetos brasileiros, dentre eles o Studio Arthur Casas .

O Arquiteto Arthur Casas é considerado um dos ícones da arquitetura nacional e internacional. suas obras ganham destaque em São Paulo até em Tóquio. Ele possui vários prêmio, o incrivel foi que Casas recebeu seu primeiro projeto com apenas 12 anos de idade.
Formado em Arquitetura e Urbanismo pela Mackenzie de SP, Casas tem sua principal de essencia em formas limpas e harmônicas, influenciado por Artigas e Rino Levi, ele considera São Paulo rica em infirmações e um cenário perfeito para seus projetos.
                     (Restaurante KAA, foi feito com muro maciço verde com mais de 7.000 plantas vivas da Mata Atlântica, um teto retrátil sobre uma seção do espaço, uma escadaria que leva ao salão mezanino, e uma parede divisória atrás do bar, de todos os complementos para a sensação magnífica de relaxamento arejado.)


" De Dentro pra fora, do objeto à paisagem, a criação do Studio Arthur Casas está intimamente ligada a uma escala horizontal, onde o que importa é o diálogo na concepção de programas que podem ir de uma cadeira a um bairro, influenciados por um espirito modernista e contemporâneo que é brasileiro sem deixar de ser cosmopolita.
  A Equipe de designers, arquitetos e urbanistas se divide entre São Paulo e NY, e possui obras em diversas cidades do mundo como, criando um vocabulário reconhecido e publicado internacionalmente." Fonte : Arthur Casas

                 ( MP Quinta da Baronesa - Bragança Paulista - O arquiteto diz: “Minha intenção era fazer a casa passar desapercebida desde a perspectiva da rua, portanto, a topografia acidentada do terreno era um elemento importante. É comum em São Paulo ter uma casa na cidade e uma casa extra, na maioria das vezes, em um condomínio residencial com campo )

             (HS Quinta da Baronesa - A casa nasce da topografia do terreno, atendendo ao pedido do cliente de ser quase invisível desde a rua, surgindo gradualmente do solo em busca de vistas da paisagem.)

        (Studio  W - Shoping Iguatemi - São Paulo - A cobertura do Shopping Iguatemi em São Paulo, que era anteriormente utilizada .como depósito, transformou-se no Estúdio W, um salão de beleza com muita personalidade. O autor do projeto é o arquiteto Arthur Casas que aproveitou as vigas metálicas existentes no local que formavam um “W”, criando um ambiente contemporâneo. As vigas foram pintadas de azul turquesa, ganhando destaque no ambiente)

          (LOJA ALEXANDRE HERCHCOVITCH - TOKYO -  O estilista brasileiro Alexandre Herchcovitch escolheu o arquiteto Arthur Casas para fazer o projeto da sua loja em Tóquio. Casas a concebeu como uma caixa-surpresa que fechada desperta a curiosidade, mas que quando aberta não se revela totalmente. Os japoneses são consumidores diferentes dos americanos e brasileiros, vitrines explícitas não os atraem, são mais exclusivistas e curioso.)

     ( Loja de Vinhos - Mistal - A distribuidora Mistral procurou o Studio Arthur Casas com o desafio de criar uma loja que inovasse a maneira como os clientes abordariam o mundo do vinho. Num universo onde grande parte das transações é feita pela internet, precisávamos criar um espaço que contasse o vinho de maneira lúdica, atraindo novos clientes e permitindo aos iniciados aprofundar seus conhecimentos.)

         (Lojas Zeferino Brasilia - O premiado arquiteto Arthur Casas inovou na idealização de uma loja recentemente inaugurada no Iguatemi de Brasília. A Zeferino, marca de sapatos e bolsas, possui um dos mais belos projetos do shopping. A solução encontrada por Casas tem virado assunto nas salas de aula de cursos de arquitetura e designers de interiores devido a ampliação proporcionada pelo profissional em um espaço de 80m². Destaque para a integração do estoque da loja composto de centenas de caixas de sapato na cor preta que formam uma parede suspensa, que se funde ao material utilizado na decoração.)




terça-feira, 6 de novembro de 2012

Arquitetura em estádios

Tudo bem que não sou tão interessada assim em jogos de futebol, mais 2014 já está ai e precisamos de muita criatividade até o termino das obras dos estádio do Brasil. Até agora no no nosso Pais não conheço nenhum estádio que seja tão grandioso, com um projeto impecável como estes:



Ninho de Pássaro em Pequim - Arquitetura: Jacques Herzog e Pierre de Meuron (Suíça)





















Ao mesmo tempo que a China é um país milenar, zeloso de suas tradições, cada vez mais ela recebe influências de outras partes do mundo. Na arquitetura, não está sendo diferente. No século passado, Pequim deixou de lado os telhados cheios de curvas e amarelos do período imperial para receber os edifícios acinzentados de ângulos retos da era comunista, a exemplo do Grande Palácio do Povo e do Museu Nacional, nas margens leste e oeste da praça da Paz Celestial. Cerca de 17 mil pessoas trabalharam na construção e custou mais de 423 milhões.


Ginásio nacional Yoyogi – Tóquio 1964 - Arquiteto Kenzo Tange

















Esse ginásio foi inspirado no Coliseu de Roma. Sua estrutura é de concreto aparente e libera bastante espaço para a área do estacionamento de veículos, que era prioridade na época. A construção rendeu o prêmio Pritzker a Kenzo Tange, em 1987.

Estádio Olímpico de Munique – Munique 1972 - Arquiteto Günther Behnisch

















O Olympia stadion de Munique tem capacidade para 80 mil pessoas. A cobertura reproduz o desenho das montanhas dos Alpes.



Estádio Olímpico de Montréal – Montréal 1976 - Arquiteto Roger Taillibert


















Conhecido por “The Big O”, faz referência à palavra inglesa “owe”, que significa “dívida”. A obra custou mais de $ 1,7 bilhão canadense e levou 30 anos pra ser concluída.

Soldier Field.Localiza em Chicago no EUA.
















O campo serve como Memorial aos soldados americanos mortos em Combate. Ele foi projetado em 1919 e inaugurado com o nome deMunicipal Grant Park Stadium, mas foi mudado para Soldier Field no ano seguinte. O desenho da fachada, com colunas em estilo Greco-Romano permaneceu após a ultima reforma, gerou o que o cronista esportivo Jay Mariotti definiu como "Uma espaçonave dentro do Parthenon".


Estadio Olímpico Nacional de Beijing – Bird Nest

















O Estádio de Shanghai é um estádio localizado na cidade de Shanghai, na China. Inaugurado em 1997, tem capacidade máxima de 56.000 espectadores.

Estadio Olímpico de Shenyang - Arquiteto, Herzog & de Meuron















O Estádio Olímpico de Shenyang é um estádio multi-uso para 54.696 pessoas localizado na cidade de Shenyang, leste da China. Foi uma das sedes do futebol nos Jogos Olímpicos de Verão de 2008. É também a casa da equipe de futebol Shenyang Ginde. O complexo do estádio ainda inclui um ginásio para 10.000 pessoas, um parque aquático com 4.000 lugares e uma quadra de tênis também com 4.000 lugares.

Allianz Arena (Alemanha) - Herzog & Meuron
















Localizado em Munique, é a casa do Bayer de Munique e o estádio mais famoso da Copa de 2006 disputada na Alemanha. A grande atração dele é o fato da área externa poder mudar de cor totalmente



Estádio Municipal de Aveiro (Portugal)













mais uma extravagância do pequeno e rico país do sudeste asiático, essa plataforma tanto pode abrigar jogos de futebol como de outros esportes, como tênis. Quando montada, ela fica ancorada bem em frente a uma das áreas utilizadas como pista para o Grande Prêmio de Cingapura de Fórmula 1.




Itaquerão - Brasil - Arquiteto Anibal Coutinho


Não é só porque sou Corinthiana, mais também porque estou curiozissima para saber como irá ficar, e pesquisando na internet vi várias imagens do futura conhecido Itaquerão que se sediará a abertura da copa do mundo de 2012.















Bem diferente do que estamos vendo em todos os estádios no Brasil não é mesmo? Não foi a toa que o estádio do Corinthians ganhou dois prêmios importantes nesta quarta-feira à noite (06), no VIII Grande Prêmio de Arquitetura Corporativa. O Itaquerão concorreu com 1.116 trabalhos e ganhou nas categorias grande prêmio (a principal da noite) e projeto na área comercial. Entre os concorrentes estava a Arena Palestra, do Palmeiras.


O bom mesmo é estarmos por dentro de tendencia e estilos totalmente diferentes que estamos presenciando . Para alunos, estudantes, até mesmo para profissionais da área são ótimas ideias!



segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Casa em Meio Terreno

Após um tempinho sem postagem, vou postar sobre um projeto que achei muito bem feito na minha opinião.
Não sei em outras cidades mais aqui em Indaiatuba a procura por diferenciar obras em meio terreno vem crescendo, aliás como pode ter tanto terreno pequeno na cidade, ainda mais com a liberação do desmembramento.

Ai vai uma idéia bem bacana e para solucionar a falta de espaço.

Aqui é a vista da rua, a fachada é bem retilínea, mas o uso da marquise de aço e esquadrias de madeira deram volume ao mesmo.





















Fachada dos fundos : O uso da cobertura de aço e vidro na varanda e o deck inferior deram charme e deixaram o ambiente harmonioso e bem arejado.



















No corredor, as marquises de ferro e vidro deixam a luz entrar e o jardim vertical (Neo-Rex) disfarça a altura do muro.















Boa ideia para ganhar espaço: sa escada em u embutida, o uso do armario abaixo.
No piso, tábuas de peroba-rosa de demolição (Ouro Velho) dando aconchego e efeito térmico e acústico no local.







Para a sala parecer maior: as esquadrias de freijó ligam o ambiente com o jardim vertical. O peitoril de 60 cm (mais baixo que o usual) propicia ampla integração dando iluminação natural e um ar que verticalização.
Amei a idéia, casa fresca e arejada sempre.







Comunicação com os fundos: a copa e a cozinha fcaram maiores que a sala, como previsto. Voltadas para o fundo, ganham amplitude. Integração aumentou muito os ambientes.











Para termos ideia a planta baixa dos pavimentos superiores.

Na copa o uso da ultima tendencia, tijolos aparentes, o tom de azul da mais vida.

No banheiro da suíte, o piso e o boxe têm pastilhas de 1 x 1 cm (Cerâmica Atlas) e paredes pintadas. Clarinhos, os armários de compensado naval com laminado melamínico no interior e pintura externa de laca harmonizam-se com louças da linha Vogue Plus, da Deca.
A casa agora conta com dois recantos de lazer. No quintal reúno os amigos e na laje dá até para tomar um sol. O primeiro local, com acesso por uma escada de cumaru e estrutura de ferro , tem lugar para a churrasqueira e uma mesa generosa. Também de cumaru, o biombo fxado na parede confere privacidade ao pátio.


A cobertura tem privacidade desses artifícios. No topo do morro, fca protegida de olhares alheios e permite avistar boa parte da cidade. Com direito a chuveirão, tem deck removível, fácil de manter. “O solário era o que faltava para a casa fcar perfeita”.
















Enfim uma casa completa e tudo isso em um terreno de no máximo 125m² e o melhor difrente de qualquer outra que é padrão respeitando os recúos.

Boa ideia não acham?







terça-feira, 4 de setembro de 2012

Santiago Calatrava e suas obras?

Acho que as pessoas que me conhecem sabem que desde o 1º semestre de Arquitetura tive uma queda, queda não um tombo após fazer uma trabalho de pesquisa de Santiago Calatrava.
Não só pela forma de suas obras e por transformar um local, uma cidade, um simples edificio em uma obra de arte gigantes, podendo ser com movimento ou não.
Pra quem acha que as simples curvas de Niemeyer são bárbaras e porque não se aprofundaram em Calatrava ( claro que os dois tem propósitos, partidos e idéias totalmente oposto e não desmerecerendo Niemeyer, por qual tenho uma bela adimiração por representar tanto nosso Pais).
 Encontrei em uma dessas pesquisas uma matéria da Revista Veja aonde explica e demostra totalmente seus métodos e propostas em seu título nada sugestivo :

O criador dos prédios espetaculares

... "Os edifícios que levam a assinatura do arquiteto espanhol têm em comum o fato de jamais se integrarem harmonicamente à paisagem – ao contrário, eles sempre chocam. Sua obra está espalhada pela Europa, Estados Unidos, Canadá e Argentina, onde Calatrava ergueu uma das mais engenhosas de suas quarenta pontes. Debruçada sobre o Rio da Prata, em Buenos Aires, a estrutura foi projetada para girar em torno de um único eixo fincado sob as águas, de maneira a abrir passagem para navios de grande porte. Entre seus mais ousados trabalhos, figura o Museu de Arte de Milwaukee, nos Estados Unidos, que atrai atenção pelos tubos de aço formando a silhueta de um pássaro cujas asas atingem 66 metros de comprimento. Num discreto movimento, elas se posicionam ora para cima, ora para baixo. O mais impressionante conjunto de autoria de Calatrava, no entanto, fica em Valência, sua cidade natal. Ali, ele ergueu um planetário em formato de olho humano adornado com gigantescas pálpebras de aço em constante abre e fecha e ainda uma ópera que lembra a cabeça de uma serpente (nem todo mundo gosta, mas não há como não parar para ver). Diz-se na Espanha que Calatrava representa para Valência o mesmo que o catalão Antonio Gaudí significou para Barcelona, no princípio do século XX. Diz Paulo Fonseca, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo: "Ambos deixaram marcas que hoje são indissociáveis dessas cidades".

Obcecado pela arquitetura – a ponto de um de seus quatro filhos, Gabriel, um engenheiro de 27 anos com quem ele trabalha, dizer que "meu pai não tem outro hobby na vida" –, Calatrava é dono de um processo criativo singular. A começar pelo fato de seu ponto de partida não serem apenas desenhos, mas também aquarelas, que ele produz às centenas com verdadeira ambição artística, até chegar à forma final. Para se ter uma ideia, a cada projeto Calatrava chega a publicar um novo livro com seus esboços. Outra de suas particularidades diz respeito a um apreço fora do comum por maquetes – tanto que ele mantém uma fábrica na Suíça, onde um grupo de engenheiros especializados desenvolve modelos de até 2 metros de altura que simulam em miniatura todas as engrenagens concebidas para os edifícios. Ao referir-se ao próprio processo de criação, Calatrava gosta de citar o escultor francês Auguste Rodin (1840-1917): "Inspiração é algo que não existe". Vaidoso, ele guarda seus 100 000 desenhos (até os esboços mais rudimentares) e 500 maquetes em suas três residências – em Valência, Zurique e Nova York, onde passa mais tempo. Ali, ocupa com os filhos e a mulher, a advogada sueca Tina Marangoni, 57 anos, três casas geminadas na elegante Park Avenue. À frente de uma equipe de 100 funcionários, é Calatrava quem dá a palavra final sobre tudo. "Meu marido é um centralizador", define Tina.

A arquitetura-espetáculo representada por ele não compõe exatamente uma nova corrente – tais são as diferenças de estilo entre seus mais proeminentes nomes, como o americano Frank Gehry (autor do Museu de Bilbao) e o holandês Rem Koolhaas (do Museu Gug-genheim de Las Vegas). Suas obras, no entanto, guardam uma notável semelhança: amparadas por programas de computador e técnicas de construção que permitem edificar prédios em formatos tão ousados que parecem desafiar as leis da física, elas sempre provocam uma transformação radical no cenário. "Pela liberdade extrema dos traços, é uma arquitetura que se aproxima muito do design", diz Mônica Junqueira, doutora em história da arquitetura. Caso exemplar desse conceito é o edifício Turning Torso, na cidade sueca de Malmö, assinado por Calatrava. Trata-se de um espigão residencial de 54 andares que imita um tronco humano retorcido até 90 graus (ideia que surgiu a partir de uma escultura feita pelo arquiteto dez anos antes). Não raro, Calatrava é alvo de críticos que o acusam de repetir-se nas fórmulas – só de prédios com estruturas em formato de asa, criou três. Ele e seus colegas também são frequentemente atacados com argumentos como o do crítico americano Kenneth Frampton, professor da Universidade Colúmbia. Em seus artigos, Frampton afirma que o exagero gratuito nas formas por vezes compromete a funcionalidade, quando não o bom gosto.

Apreciem-se ou não, os prédios-esculturas têm se prestado à função de lançar luz sobre áreas decadentes e abandonadas – sendo às vezes decisivos na sua revitalização. Foi com o Museu Guggenheim, por exemplo, que a cinzenta e sem graça cidade de Bilbao, na Espanha, se tornou um fervilhante polo turístico. Em Lisboa, Calatrava deixou como legado a monumental Estação do Oriente, cuja cobertura está equilibrada sobre curiosas colunas que se assemelham a palmeiras. Quando surgiu, em 1998, a construção chamou atenção para uma área industrial até então degradada, ajudando a atrair para lá novos prédios residenciais e hotéis. Outro terminal concebido por Calatrava, este para a região onde ficava o World Trade Center, em Nova York, inclui um teto que tem a pretensão de imitar, por meio de enormes estruturas de aço, as mãos de uma criança segurando uma pomba – projeto que deve ser inaugurado em 2014 e que o espanhol apresentou tal como um show, fazendo vários rabiscos diante de uma plateia espantada. Seu museu para o Rio de Janeiro, uma parceria entre a prefeitura e a Fundação Roberto Marinho, surgiu como peça-chave de um ambicioso projeto de revitalização da empobrecida região do porto, prometida até a Olimpíada de 2016. A expectativa é que o gigantesco caule de vidro e aço debruçado sobre a Baía de Guanabara, de autoria de Calatrava, ajude a resgatar uma área que, antes próspera, é hoje um símbolo de decadência.



O projeto do Museu do Amanhã (abaixo), que será erguido no Rio de Janeiro até 2012, é uma boa síntese da obra de Calatrava. Ali, veem-se as grandes dimensões típicas de seus prédios, estruturas em constante movimento e o desenho inspirado em formas da natureza – neste caso, o caule de uma planta, segundo ele. lá funcionará um museu dedicado à ciência e à tecnologia, orçado em 130 milhões de reais, em que o visitante terá experiências como um passeio virtual pelo universo e até pelas estruturas de uma célula.

Conhecendo melhor o Arquiteto

Santiago Calatrava nasceu em 28 de julho 1951 em Valencia na Espanha.
Até então um desconhecido para mim, que na minha ignorância não deslumbrava obras(ESCULTURAS) em forma da engenharia moderna como essas , criadas por esse engenheiro/arquiteto ao redor do mundo, na verdade um deslumbre….


Algumas Obras





Tenerife Ópera House-Tenerife- Espanha , que parece uma flor abrindo, ou uma bundinha de caranguejo, se você pensar um pouco mais fora da caixa



Valência Ópera House-Valência- Espanha.




Aeroporto de LYON STATION, Lyon-França.



Ponte di Calatrava / Veneza



Museu de arte de Milwalkee, EUA, que parece que vai bater as asas esqueletóides e sair voando a qualquer momento


Torre "The Turning Torso", em Malmö, Suécia, cujo nome já diz tudo


Brookfield Place, Toronto, é uma floresta, com todos os seus galhos entrelaçados, mais ou menos o mesmo partido do Gare do Oriente


Cidade das Artes e das Ciências por outro ângulo, desta vez como um olho quase piscando.


Essas são algumas das mais belas e fantásticas obras de Calatrava , abaixo o projeto para bahia de Guanabara no rio 2014. 



Espero que após conhecerem melhor estas obras tenham uma nova idealização sobre o uso de impacto visual que um edificio pode causar em um local.